"S2 ... Y aun así te seguiré, hasta que el mundo cambie y gire al reves... Aqui estaré. S2 "

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2007-2-17 22:31:34 - Visitas nesta foto: 906 - Visitas total: 20660


Cantora profissional desde 1984, Aline Ghezzi começou gravando jingles e vocais em CDs. Atuou como backing vocal na "Banda Geraes" e com alguns artistas. Mais tarde, se apaixonou pela dublagem, ao gravar canções para desenhos animados. Em 1999, começou a dublar. De lá pra cá, foram vários os personagens que ganharam a voz da gentil e divertida Aline. Atualmente, é ela quem dubla nossa amada Lety!

ALINE GHEZZI - A LETY BRASILEIRA
por Gábi-Gábi.

Quando pensei sobre o que escreveria na introdução à entrevista, fiquei imaginando que tipo de coisa poderia ser dita sobre Aline Ghezzi sem que parecesse muito bajulador ou inoportuno. Mas o que dizer sobre ela sem me derreter em elogios? O que falar sobre uma pessoa que consegue tranqüilamente ultrapassar os limites da amabilidade? Eu sinceramente não sei como começar a descrever essa doçura de pessoa que a Aline é. E foi uma surpresa enorme constatar que, além dela emprestar sua voz para Letícia Padilla Solís, também compartilha das qualidades de nossa feia mais bela.
Dentre as diversas emoções dessa entrevista, uma das coisas mais gratificantes foi ouvir a voz da Aline. Eu só não desmaiei porque não conseguia parar de rir com as imitações e as risadinhas de Lety que ela dava a todo momento. Por várias vezes eu me confundi: eu estaria entrevistando a Lety ou a Aline? Já não sabia mais. E entre uma risada e outra conversamos sobre tudo que envolve o universo da dublagem, e claro, da nossa novela favorita!
Alguns avisinhos antes de começar: quando vocês encontrarem alguma palavra ou frase entre [ ], ela representa os meus pensamentos, as ações da Aline no momento, ou alguma curiosidade interessante que complementa a entrevista. Fiz dessa forma para tentar permanecer o mais fiel possível.
Então aqui segue a transcrição fiel do bate-papo descontraído que tivemos na terça-feira à noite, dia 7 de Novembro de 2006.
Esperam que vocês divirtam-se como eu me diverti!

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Aline, há quanto tempo você é dubladora?
Há 7 anos. Eu comecei dublando o Diário de Daniela, porque o SBT queria que a mesma pessoa que dublasse, cantasse. Seria lançado um CD. Esse CD até foi lançado, mas no fim não fui eu que cantei. Essa foi minha chance de entrar realmente na dublagem porque eu já cantava músicas pra desenhos como Looney Toones, Pink e Cérebro... E acabou pintando esse teste e eu fui escolhida pra fazer o segundo papel principal da novela. Foi meu batizado na dublagem, em 1999, no dia primeiro de Julho. [Aline dublou a atriz Yolanda Ventura que fazia Natalia Navarro Monroy, na novela "O Diário de Daniela"]


...mas na época eu falava e ainda não conseguia me desligar totalmente do espanhol, então hoje quando eu escuto o pouco que eu gravei da novela eu penso: "Ai que horror! É muito ruim!" hi hi hi... [nessa hora ela realmente soltou uma risadinha de Lety]. Nossa, um horror, muito cantado... Caramba. Como a gente muda no decorrer do trabalho. No final da novela eu estava até bem melhor. Mas o primeiro trabalho, pegando aquela cantoria toda do espanhol - porque eles falam bem cantado - não consigo nem ouvir... Um horror... Ui, trinca a lente dos óculos... [risos]

O espanhol atrapalha um pouco?
Na verdade eu acho que todos que estão iniciando passam por essa dificuldade. Como você ouve no fone o original, você tem uma tendência muito grande a copiar a musicalidade de cada idioma. Eu acho que o único que atrapalha realmente é o japonês, porque é muito difícil dublar japonês. O alemão também é meio complicado, mas eu particularmente já me acostumei com o espanhol. Eu gosto muito das novelas. Eu sou muito fã do trabalho de novela mexicana, embora todo mundo de uma forma geral, aqui no Rio por exemplo, ache brega. Eu não, eu não sei se foi porque eu comecei com novela mexicana. Eu faço na boa a novela. Tenho o maior orgulho de dublar a Angélica que é um presente de Deus pra mim. É um privilégio fazer esse trabalho.


Ah, existe um preconceito mesmo. Com certeza. Mas enfim, eu gosto...


Ah, então somos duas. Aliás, somos várias porque é só a gente ver o quanto tem de fã a novela. É sinal que a gente não está tão fora do caminho certo.
Entre novela brasileira e mexicana eu fico com as mexicanas pela ingenuidade ainda, claro tem cenas picantes, mas eu acho que por exemplo a Feia, é uma novela que qualquer pessoa pode assistir. Claro que tem uma cena e outra mais picante, mas nada comparado a baixaria que a gente assiste atualmente nas novelas nacionais. Infelizmente.

Entre os atores/desenhos dublados por você, teve algum que foi mais difícil?
Eu apanhei bastante na primeira vez que dublei a Angélica em "Amigas e Rivais", que aliás foi um trabalho que eu amei porque também cantei as músicas da novela - nessa época a gente dublava as canções também.
Eu apanho muito pra dublar a Feia, você não tem noção... Embora seja muito gratificante ver algumas cenas, como a da carta por exemplo. Eu devo o sucesso daquela cena a nossa diretora querida que é uma gracinha de pessoa, Adriana torres, e à Miriam Fischer que... "Ai, Márcia!" [ela imitou a voz da dubladora da Alice Ferreira - Miriam Fischer, muito engraçado!], que dirige também a novela. São duas pessoas que além de serem profissionais maravilhosas, são grandes pessoas, grandes seres humanos, carinhosas, atenciosas... Enfim. [Mas voltando ao assunto], a Angélica é muito difícil de ser dublada.
Uma coisa que eu apanhei muito fazendo foi o desenho "Historinhas de Dragões", porque era muito novo pra mim e é um dragãozinho de duas cabeças, que eu amo por sinal, porque ela é tudo de bom. E enfim, era muito difícil pegar todas as boquinhas. Mas com o tempo a gente acaba acostumando com o ritmo de cada personagem, de cada trabalho e você começa a se soltar e é aí que você começa a realmente a interpretar. Quando você se desliga um pouco da preocupação de sincronizar, de falar corretamente... Quando você pega os macetes, as manhas dos personagens aí sim você começa a abusar mais, a se sentir mais à vontade para ousar na interpretação. [Historinhas de Dragões é um desenho animado que passa no canal Futura e conta a história de dois irmãos, Emília e Max, que encontram uma pedra mágica capaz de transportá-los para a Terra dos Dragões. Uma vez lá, eles ficam amigos dos dragões Cacá, Ord, Quetzall, Zica e Zak e vivem várias aventuras junto com eles. Os temas destas aventuras são os mesmos que as crianças enfrentam no dia a dia, como o medo de escuro, a vergonha ou a dificuldade de fazer uma coisa nova. Aline Ghezzi dubla Zica, que tem espírito livre, selvagem, diferentemente de Zak, sua outra metade, que adora o cotidiano]

Falando de "Amigas e Rivais"... Você chegou a gravar a música que a Angélica cantava chamada "Vuelvo a Intentar"?
Gravei. Só que a versão que foi feita eu acho que não ajudou muito, não. Mas a música é muito linda, nossa, aliás, as músicas de Amigas e Rivais são lindas. Duas músicas que a Angélica cantou - esse tema principal e aquela que ela canta no final quase da novela, pra desejar os parabéns ao Roberto pelo casamento dele com a Laura - são muito boas. A Angélica é muito boa. Ele é muito profissional, ela é muito talentosa. Gravei com o maior orgulho.
Gravei também as músicas de "Cúmplices de um Resgate". Fiz muita voz de criança cantando, enfim, faço voz de bichinho até hoje. Fiz a voz do Piu-Piu, cantando num longa "Piu-Piu Dá a Volta ao Mundo", fiz as letras, as versões e cantei fazendo a voz do Piu-Piu, embora a dubladora do Piu-Piu cante também, não sei porque ela não pode fazer o trabalho na ocasião... E foi com a música que eu ingressei na dublagem, eu ia fazendo tipinhos...



Nossa, você é multi-aline!



Ah, é. Mãe, dona de casa, dubladora, cantora... Dubladora da Feia! Com muito orgulho. [risos] [aqui ela começou a rir] Eu queria ver os pulinhos. [e riu como a Lety] Ai, que ótimo. Sabe o que eu estou imaginando agora? A Gábi com aquele pijaminha básico da Lety... Dando pulinhos pela casa...

Pijaminhas do Moty!

Você viu o pijaminha da Lety? Tudo de bom! Eu quero um pijaminha daqueles... E quando a gente se encontrar a gente vai fazer aquela dancinha da Lety, hein... Aquela dança da Lety é tudo de bom... Gente, eu quero aprender a dançar igual a ela... É muito difícil fazer aquilo. Ai, muito bom aquele pijaminha... Acho que ela está com a Carolina em Acapulco aí aparece ela com um pijaminha vermelho, gente, é lindo o pijaminha, muito bom.

Claro, vamos dançar... Com certeza.

E dar pulinhos também, pulinho é básico. [ela ri mais]

A dança da Lety é uma coisa meio desengonçada.

É, é um desengonçado que eu acho que só ela consegue fazer. Porque aquilo ali é ela. Ela é muito palhaça. Ela tem um quê de comediante, ela é muito boa. Olhando assim, eu acho que não teria coordenação pra fazer aquilo não, eu sou muito atolada. [risos]

Me lembrei da cena de dança no dia do santo da Lety... Lembra? E isso me lembrou o amigo do Fernando... o Eduardo... Que lindo que ele era...

Ai, o Eduardo era tudo de bom! O Eduardo tinha que voltar pra essa novela! Gente, ficou todo mundo apaixonado pelo Eduardo?! Todo mundo se tomou de amores pelo Eduardo. Foi uma passagem muita rápida, mas ele foi muito marcante. Porque ele era tudo de bom, né? Uma gracinha. Era uma delícia, totalmente desprendido de tudo. E muito bom foi a Alice tentando seduzí-lo... [aí ela tem um ataque de riso de Lety aqui]

Ai, a Alice tem cada uma... Lembra, ela tentando fazer o comercial de roupa intima!

Putz... [ela continua rindo] A Alice tem grandes tiradas, né? Ela é muito engraçada. E a Alice é muito difícil de dublar, e a Miriam achou aquele "ai, Márcia" [aqui ela imitou de novo, muito engraçada], foi um recurso que a Miriam encontrou pra preencher aquela boca enorme da Alice... E os 6 semestres de Administração? Muito bom aquilo! Pior que a gente esbarra com essas Alices pela vida...

Você chegou a ver a outra versão da novela?
A Betty a feia? Nunca assisti. E eu acho até mais gostoso pra mim, porque tudo na novela é novidade. Cada cena eu curti muito. Aquelas primeiras cenas dela com o Fernando, quando ele ainda não estava apaixonado por ela... E quando ele começa a se apaixonar? Eu acho que a gente viveu aquilo realmente, é muito bom quando você se identifica com a personagem e começa a viver aquilo, colocando sua alma e seu coração no trabalho. Por isso está dando tão certo. Porque todo mundo que está participando da novela, está gostando muito, tendo muito prazer em fazer esse trabalho... Não é um dramalhão mexicano, claro que tem as cenas de drama... Mas eu e o Reginaldo Primo [dublador do Fernando], que é uma gracinha de pessoa, um menino talentosíssimo... Nós assistíamos as cenas e dávamos gargalhadas no estúdio... A gente até perdia um pouco o ritmo, porque as cenas eram muito engraçadas... Eles no supermercado, ele tomando os embelezadores e olhando as fotografias pra beijar a Lety... Muito lindo aquilo, muito legal... E aí ele se descobre apaixonado por ela e enfim. Eu acho que a gente está curtindo muito fazer esse trabalho.

Essa era a minha próxima pergunta: Já aconteceu de você ou seus colegas de dublagem não agüentarem com e texto e começarem a rir durante a dublagem?
Nossa, mas o tempo todo! O tempo todo! Principalmente as sequencias do Fernando com a Lety: o Fernando no restaurante se escondendo atrás da planta e a Lety com o Tomás tentando fazer ciúme... A Lety escondendo a mulherada que o Fernando pegava... Nossa, tudo isso... a gente caía na gargalhada... Eu rio o tempo todo com ela, eu sou uma bobona, eu rio de qualquer coisa, eu choro com qualquer coisa... Infelizmente nós não temos feito cenas juntos, até pela etapa da novela. Agora eu estou dublando mais com o Philippe Maia, que faz o Aldo... Então não tem essa coisa tão engraçada que era com o Fernando... É engraçado isso... Embora o Aldo seja uma pessoa que a gente sinta que vai acrescentar muito a Lety em termos de auto-afirmação, segurança, de amor próprio, de auto-estima, o clima com o Fernando é outro. É coisa de sintonia mesmo.
Vamos ver o que vai rolar daqui pra frente dela com o Aldo, principalmente porque eu não vi a primeira versão, não sei se eles vão ter realmente um romance... Mas eu continuo torcendo pra ela voltar pro Fernando... tão lindinho... [aqui ela imitou como a Lety fala na novela!]

É, eu concordo. Mas fique tranquila que só rola uns beijinhos... No México, existe uma campanha: ´Fora Aldo!´ [risos] Coitado!

Ai, que ótimo. Adorei! [ela tem outro ataque de riso de Lety] Eu to nessa campanha! Tomara que ele fique com Carolina, acho que eles iam fazer um casal muito bonitinho. Porque daí ela desencalha, ele desencalha, o Fefe fica com a Lety e todas são felizes para sempre.

Me fala um pouquinho do Reginaldo Primo.
Ele é maravilhoso, ele é tudo de bom. O Reginaldo é uma pessoa linda, um ser humano maravilhoso, um menino talentoso, bom colega, aquela pessoa que você tem prazer em trabalhar ao lado, não só porque é uma gracinha e enfim, é uma pessoa difícil de ver atualmente... Inclusive a mãe dele mora em Minas Gerais, eu não sei se ele é de Minas, mas a mãe dele mora lá.
Ele fez o teste pro Fernando e de repente... ganhou o teste e incorporou o Fernando. Ele é o Fernando. Cada vez que você vê uma cena do Fernando, você jura que o Reginaldo é ele. Ele incorporou. É muito legal. Ele é muito talentoso. E eu fiquei muito feliz de ver que de uma forma geral, todos estão muito bem na novela. Eu acho que é porque a gente formou um time que realmente tem sintonia. E as nossas diretoras são maravilhosas, devemos muito à elas. Elas estão sempre preocupadas com a sincronia labial, e a gente procura sempre trocar as palavras pra coincidir com os lábios, a gente perde mais tempo com isso, mas compensa muito assistir parecendo que as pessoas estão falando em português. Acho que isso faz muita diferença. Talvez por isso a novela também esteja fazendo tanto sucesso.
No Brasil as pessoas não valorizam muito o trabalho do dublador, então é muito gratificante quando eu pego comentários, como eu peguei num site especializado em dublagem, que os fãs assíduos da dublagem sentem que as personagens estão falando em português. É muito gratificante porque a gente sabe o quanto tem que mexer na tradução, o quanto a gente perde tempo para encaixar as palavras... E daqui a pouco a gente já está em outro loop... Porque os loops são sequencias de 20segs, como se fossem pequenas cenas... Nós temos somente 3 minutos pra gravar cada loop. É claro que quanto mais qualidade você dá ao trabalho, melhor.
Mas o ritmo da gente é o seguinte: entramos no estúdio, e tem o loop tal pra fazer. Você vê uma vez, marca pausas, troca uma palavra ou outra, ou alguma coisa que não esteja necessariamente de acordo com nosso linguajar coloquial, do dia-a-dia, colocando no nosso português usual e então grava.
Às vezes tem cenas, aquela cena da carta, por exemplo, aquele choro todo... Eu saí acabada. E eu fiquei muito pra baixo naquele dia, porque parecia que era comigo. Eu fiquei muito triste com aquela cena, fiquei arrasada, porque eles chegam felizes e de repente... Foi muito difícil.

Você chorou mesmo?
Chorei. Chorei muito. E apesar da dificuldade eu acho que foi a cena mais gratificante, porque graças a ela recebemos muitos elogios.

A Angélica também ficou super mal no dia, pelo que ouvi falar.



É mesmo? É porque... Eles estavam super felizes, super apaixonados e de repente ela vê aquela carta horrorosa, ia deprimir qualquer um.

Eu sei que eu chorei aqui.

Eu acho que todo mundo chorou! [ela ri] Eu saí chorando do estúdio. Tinha hora que eu tinha que me segurar, tinha que respirar... Pra entender que não era eu. Mas a Adriana que me dirigiu na maior parte da cena, super atenta, me dizia: "Olha, você respirou errado; Ali ela está soluçando, você tem que puxar o ar..." Quer dizer, às vezes a gente está tão envolvida com a cena que perde detalhes, por isso o diretor tem que estar sempre atento, pra ver quando a pessoa tá inspirando, tá expirando... Ela diz: "Aqui ela está soluçando, você tem que soluçar mais, aqui ela tá chorando mais..." Acho que foi a cena mais difícil, eram duas páginas de texto sem parar, e eu fui ficando sem ar, fui ficando zonza... Demoramos algumas horas pra fazer aquela cena... Era muito pesada.
Mas graças a Deus deu tudo certo. Quando eu vi que passou tão rápido no ar... Eu pensei: Gente, caramba, e não é que valeu a pena? Foi muito intensa mesmo, eu fiquei uns dois dias muito pra baixo. Eu fiquei meio triste, meio melancólica. Uma loucura.

Pena que o SBT cortou algumas partes. Eu não sei como acontece isso... Mas eles cortam muito.

Eles cortam. Eu acho uma falta de respeito. Tanto com o público quanto com a gente. Às vezes a gente se esmera tanto pra fazer um bom trabalho e eles editam tudo. Sem falar nas mudanças de horário, que muita gente que via deixou de ver, enfim. Fazer o que, né?

Muita gente mesmo não consegue mais assistir... Eu quase nunca estou em casa no horário e tenho que acabar gravando.

Eu também deixo gravando todo o dia, geralmente estou trabalhando...

Sério, você grava? Era isso mesmo que eu ia perguntar: você assiste sua própria dublagem?
Assisto. procuro assistir tudo o que eu faço, porque é aí que você vê o que tem que melhorar, o que ficou bom, o que deu certo, o que não deu. A gente se assiste pra se criticar o tempo todo no sentido de crescer como profissional. É importantíssimo passar o máximo de naturalidade possível na dublagem. Falar como você falaria normalmente. Claro que temos como regra básica seguir o original, sempre. Mas é importante pra gente se policiar, ver como está a dicção, ver se a gente se equivocou na interpretação, se existia uma idéia equivocada, um sentimento equivocado. Então é importante se assistir pra ver o conjunto. É uma coisa que infelizmente na dublagem acontece: eu gravo a minha parte e algumas poucas cenas eu divido a bancada com um colega. Na maioria das vezes eu estou sozinha no estúdio por 5 ou 6 horas. É chato. Fica sem graça. Quando você está com o outro, um puxa o outro, de repente um fala uma palavra e você vai no embalo, improvisa alguma coisa, dá mais vida, fica mais natural a dublagem... Mas infelizmente por uma questão tempo quase não dividimos mais a bancada com o colega... Dublamos mais sozinhos...
Pra você ter idéia, nos temos essa bancada, que é tipo um móvel em forma de meia lua, onde você se apóia, porque na maioria das casas de dublagem você fica em pé tempo todo, então nos apoiamos ali, e tem o microfone na sua frente com o monitor de televisão. Você fica o tempo todo olhando pro texto e pro monitor, e vai dublando.

Isso não atrapalha? Estar sozinha e não ter a resposta do outro?
Acho que fica mais frio, mas não chega a atrapalhar. Tem hora que agiliza o trabalho, você rende mais, se consegue fazer em menos tempo. Mas é claro que com o colega do lado, é muito melhor... As cenas da Lety com a mãe dela, por exemplo. Quando eu gravo com a Ruthinha [Ruth Gonçalves, dubladora da Dona Julieta], que é uma fofa, muito querida, é claro que uma vai dando a deixa pra outra, é claro que fica mais gostoso, acho que fica mais natural...

A Angélica Vale e a Angélica Maria juntas são muito queridas.

Ai, elas são lindas, muito cúmplices. Eu adoro as cenas delas, de amizade, de apoio. Como a mãe da Lety é amiga dela! É tudo muito lindo. Eu fico emocionada com as cenas delas. E uma curiosidade, o Jomery Pozolli que é o dublador do pai da Lety foi meu avô no Diário de Daniela, então quando eu comecei ele foi uma das pessoas que mais me respeitou no estúdio. Eu estava errando tudo, totalmente perdida, e ele - que é um grande profissional da dublagem, um dos monstros sagrados da dublagem brasileira - me tratou com um carinho, um respeito, me recebeu tão bem... Eu tenho muito carinho pelo Jomery. Porque além do grande profissional que ele é, é uma pessoa maravilhosa.

Sabe que eu prefiro a dublagem dele à voz do Jose Jose? Acho muito melhor de ouvir, mais agradável.

Sabe que me dá nervoso ouvir a voz do pai da Lety? Porque parece, tadinho, não sei se ele tem algum problema nas cordas vocais, mas dá impressão que ele está sempre com falta de ar, não sei se você nota isso... Parece que ele faz muito esforço pra falar... [aqui ela imitou o Jose Jose, e me levou as gargalhadas] Sério, aquilo vai me dando uma agonia!

Sabia que ele é um cantor muito famoso no México? E o bigode dele é falso. E coça muito. [risos]

[Aqui ela tem outro acesso de riso igual à Lety] Adorei isso! Eu gosto é do bigode da Lety! Ah, eu gosto do Fernando descrevendo ela... "Ah, uma baixinha, com o cabelo assim com gel, colado na cabeça, tem trança e um bigode." [continua rindo] Muito bom aquilo! E quando a Alice fala [começa a imitá-la] "A feia do bigodon!" Eu amo! E o Luigi chamando ela de Ornitorrinco? Pra mim é um elogio, porque eu amo ornitorrinco. Aliás eu gosto de qualquer tipo de bicho. [isso foi uma coisa bem Lety, né, já que a Lety nunca se importa com as ofensas do Luigi]. Cada vez que ele chama ela assim eu morro de rir. Muito bom, porque eu acho ornitorrinco lindo.

E ela ri muito quando o seu Luigi debocha dela... Lembrei da Lety com o "novo visual"... Que máximo...

Gente, eu fiquei tão chateada com essa cena! Porque eu fiz tudo igual à ela. Não sei se você percebeu que no original ela está falando toda assim, nasalada. [aqui ela falou "Olá" com a voz da Lety! E eu morri! ahhahaha] Porque ela está se achando o máximo, se achando a mulher fatal, ninguém ia resistir à ela. E o SBT mandou redublar TUDO. Porque a voz está nasalada, a dubladora está chiando... E ela no original estava fazendo isso! Uma coisa até meio Patolino. Eu fui em cima do que ela dizia, nossa, deu um trabalho tremendo! E o SBT mandou voltar a cena, e mandou falar tudo normal, sem o anasalado, sem o chiado, sem nada. Mandaram redublar tudo. Eu fiz contrariada. Redublei contrariada aquela cena. Porque acho que matou a cena, tirou a graça. Claro que não tirou toda a graça, mas estava muito engraçado eu falando... daquele jeito. Enfim.
E o pior que eles não se preocupam em olhar o original, porque se eles vissem, saberiam que nós seguimos exatamente o que foi feito. É essa nossa intenção, ser fiel o trabalho dos grandes atores. A Angélica é maravilhosa, o Jaime também é maravilhoso. Tem muita gente boa de teatro ali, o próprio Ramón é ator de teatro. Isso faz muita diferença.

Com as suas risadinhas eu morro aqui... Cada vez que você ri eu dou risada junto...

[ela começa a rir] Que máximo. Adorei isso. O que eu posso fazer se eu tenho uma Lety dentro de mim? Todo mundo sempre falou da minha risada, eu sabia que um dia ia ser útil. Chegou o dia, tá vendo? [mais risadinhas de Lety]

Quanto tempo você leva para dublar um capítulo? Se dublam quantos por dia?
Nós dublamos em períodos de 6 horas. Nós gravamos de dois em dois capítulos. Levamos 1 dia e meio pra finalizar esses dois capítulos, ás vezes dois dias. É muito trabalhoso. O Quartel das Feias é muito trabalhoso, muita mulher junta, chega uma hora, sério, Gábi... chega uma hora que dá alergia. [risos] É muita mulher junta, não dá. Mas nossas diretoras são ótimas, elas se revezam pra nos controlar!

Nas cenas do Quartel não tem mesmo como ficarem todas juntas!

A gente até já ficou. Nossa, muito legal com todo mundo junto. Mas por uma questão de posicionamento de microfone, de fone, até porque é muita mulher, nem tem entrada pra tanto fone nos estúdios... Mas já passamos por essa experiência de ficar o Quartel todo junto, a gente se divertia muito... Mas foi o que eu falei: tem que agilizar, e infelizmente claro que se demora mais, uma erra uma coisa, outra não acerta a boca, aí tem que voltar tudo de novo, mas fica muito mais gostoso. Porque uma fala uma gracinha que não tá no texto, a outra vai no embalo e uma vai puxando a outra, e fica bem mais natural... E eu adoro o Quartel das Feias, adoro todas elas.

As pessoas na rua reconhecem sua voz? Te confundem com a Lety?
Não, nós vivemos no anonimato, não tem isso, não. Até porque aqui no Rio, não sei se só no Rio, as pessoas não reconhecem muito o trabalho do dublador, então eu sou normal, extremamente simples, meio bicho do mato, ando sempre de calça jeans e tênis.

Se eu te ouvisse na rua, eu já ia falar: epa, epa! pare aí!

Ai, mas é verdade... Eu fico mais em casa, não saio muito. Eu fico fazendo letra e versão... Graças a Deus estou realizando um sonho, pois eu tinha vontade de fazer direção musical e atualmente estou dirigindo canções também na dublagem. Estou sendo muito abençoada. Quando eu comecei a cantar em 1984, comecei a cantar por causa de uma catapora... Sim, não tem Lety, a Feia? Então, tem Aline, a Retardada... [risos] Cada dublador tem o boneco que merece! [risos] Boneco é como a gente chama as atrizes que sempre dublamos. Por exemplo, a Angélica Vale é a minha boneca. Cada vez que pintar um trabalho com ela eu vou ser sempre a primeira opção pra dublar. E ai deles que não me coloquem!
Então eu comecei a trabalhar logo que eu me formei, e fui trabalhar num banco de investimentos, e eu odiava... Odeio gente engravatada, metida a besta, não suporto gente que acha que é alguma coisa por causa da aparência. Porque eu sou muito simples.

Você se formou em que?
Eu sou professora! Desde pequenininha eu falava que queria ser professora e cantora. E eu consegui por ironia do destino, graças a catapora que eu peguei quase completando 1 ano de trabalho no banco. Eu fiquei uma semana de molho em casa. E na época eu tocava muito violão e gravei uma fita. Uma fita cassete, na época nem existia CD, nem nada disso. Meu que pai trabalhava numa loja de discos levou essa fita pra tocar lá. Todo mundo parava e perguntava: quem tá tocando? Tem esse disco pra comprar? Eu quero esse disco! E meu pai explicava que era uma brincadeira, porque eu gostava de cantar. E foi um amigo dele um dia lá, que era dono de um estúdio de jingles. Ele pediu pra eu ir fazer um teste. Eu fui e em uma semana estava pedindo demissão do banco e comecei a subir os degrauzinhos aos pouquinhos.
Comecei a gravar jingles, alguns spots, e foi muito legal, aprendi muito com os jingles. Gosto muito de trabalhar com vocal, aprendi muito mesmo. Foi em função até dos jingles que eu fui parar na dublagem e comecei a gravar musicas pra dublagem. Porque dos jingles eu fui pra banda, cantei ao vivo, fiz shows, gravei muita coisa mesmo. Cantei até em trio elétrico! O máximo! Na música eu acho que já experimentei de tudo. Já até tive propostas de gravar disco... Mas é aquela coisa: ou você acaba cantando o que a mídia quer que você cante ou o que a gravadora quer que você cante... E eu nunca tive aspiração de aparecer, eu gosto de estar sempre junto com alguém, não me vejo sozinha. Eu gosto de trabalhar em grupo, dublar em várias vozes, trabalhar com grupo vocal. Ainda tenho esperança de fazer faculdade de música e estudar regência. É uma das minhas paixões. Mas por enquanto, o meu nome é trabalho... não sobra tempo nem pra respirar!
Mas eu adoro arte, amo qualquer tipo de expressão de arte. Amo dança. É a forma mais autentica de se expressar... Mas as minhas maiores paixões agora são música e dublagem. Entrei na dublagem e me apaixonei. Fiquei de quatro. Não esperava que eu fosse gostar tanto. Muito bom.

Há alguma preparação para transmitir esses diferentes sentimentos através da voz? Por exemplo, no dia da carta, você sabia que gravaria...?
Não, a gente nunca sabe o que vai gravar. É sempre uma surpresa. Amanhã por exemplo, eu vou chegar às 8 horas da manhã e não tenho nem idéia do que vou gravar, vou ficar sabendo só na hora. Por isso dublagem não é tão fácil quanto as pessoas pensam. Por isso todo o dublador tem que ser ator. Tem muito equívoco sobre isso. O dublador é um ator, ele tem o registro profissional de ator na carteira de trabalho, que se especializou em dublagem. Além de ser ator ele fez um curso de dublagem. Então é meio que na marra mesmo, é uma coisa que tem que ser rápida. é claro que algumas vezes você até repete a cena pra ficar ideal... A única coisa que eu faço são exercícios de colocação de voz, exercícios de dicção que eu faço também pra cantar, que é muito importante. E enfim a gente também trabalha muito com a nossa memória emocional, emotiva, e é tudo assim, caixinha de surpresa mesmo. Por isso a dublagem é tão gostosa porque as vezes você vai dublar e pega cenas super light, como por exemplo a cena deles naquele spa, aquela pousada... E de repente no dia seguinte eu já estava gravando a carta, aos prantos... Gritando, chorando e sofrendo, porque eu sofri muito lendo aquela carta. É por isso que a gente se identifica tanto com o personagem. A gente acaba vivenciando um pouco daquilo também.

Você chegou a fazer escola de teatro?
Na verdade eu fiz alguma coisa em teatro. Não era muito a minha praia. Fiz alguns musicais. Mas eu era muito nova. Eu gostaria de retomar o teatro, fazer musical de novo, até pra dar uma reciclada porque o teatro é tudo pro ator. Um exercício completo. Assim como dizem que pro cantor, cantar na noite é tudo. É como fazer exercício com tornozeleira.
Mas eu penso sim em retomar, ano que vem. Eu tenho algumas pendências pra resolver depois da novela... Até porque foi muito engraçado: a gente terminou "Laços de Amor" dia 15 de fevereiro e eu tinha feito uma lista de coisas que tinha que fazer - tenho que resolver isso, aquilo, bla-bla-bla... - e dia 16 de fevereiro a gente começou a Feia! No dia 15, a Adriana, uma das diretoras, chegou pra mim e disse: "Aline, olha aqui." Aí eu olhei e dizia: "Angélica Vale, a Feia mais Bela..." E ela falou: "A gente começa amanhã. É a personagem principal." [ela começa a rir]
Nossa foi um presente. Eu agradeço todo o dia à Deus. Agradeço demais. Agradeço pelos meus sentidos, pela minha voz. E poder fazer esse trabalho que eu amo tanto, e ter o privilégio de dublar a Feia Mais Bela, que eu acho que é o grande presente nesses 7 anos de dublagem. 7 anos de dublagem ao meu ver é muito pouco, estou engatinhando ainda, tenho muito que aprender... Eu canto profissionalmente há 24 anos e também tenho muito que aprender, a gente aprende todo o dia... Espero que daqui pra frente venham outros papeis, outros desafios, para que eu possa estar fazendo sempre o melhor, crescendo sempre.

O que você mais gosta na Lety? Se identifica com alguma situação vivida por ela ou com algum aspecto da sua personalidade?
Eu me identifico em tudo com a Lety! Porque eu passei coisas muito parecidas na minha infância. De ser muito gorda, de ser rejeitada pelas pessoas pela minha aparência, então eu tenho tudo a ver com a Lety, tudo. E eu tenho uma sensibilidade muito grande, eu não suporto ver ninguém humilhando outra pessoa, seja por posição social seja por aparência. Então eu acho que a Lety é uma pessoa... Ela é uma jóia. Uma jóia que está escondidinha numa caixinha, que foi muito, muito exposta, muito machucada, muito magoada pelo mundo, por pessoas que não tem a mínima sensibilidade pra ver que a aparência é nada. A gente se ilude muito com o invólucro. E que vai se descobrir. Ela vai desabrochar. Ela é uma florzinha pronta pra desabrochar. Ela vai se tornar uma mulher muito segura, muito centrada, porque ela é uma pessoa centrada. Quando ela ama, ama de verdade, faz qualquer coisa pela pessoa que ama... E enfim, capaz de perdoar, capaz de respeitar, com inúmeras qualidades e com auto-estima lá embaixo. No fundo todo mundo tem um pouquinho de Lety. No fundo acho que todo mundo tem.


E você perguntou o que eu gosto na Lety... Eu adoro os cacoetes, aquele bico que ela faz que é tudo de bom, a risada, aquela coisa meiga... ela é meiga, ela é carinhosa, amorosa, é uma pessoa dedicada... Eu acho que tudo que ela faz, aquelas piscadas de olho que o Fernando até andou imitando, o bico, a reverência... "Sim, senhor, sim senhor... Pois não, seu Fernando, sim senhor..." [ela fez igual aqui, muito bom!] Eu sinto muita falta daquilo, ela fazendo aquilo era o máximo. Ela até está retomando as coisas engraçadas, mas igual a primeira fase infelizmente não.

Como você gostaria que fosse o grande final da novela? Ou imagina que será?
Ahhh, o Fefe e a Lety juntos! Eu quero, eu quero. Eu quero mesmo os dois juntos. Eu acho que o amor sempre tem que vencer. Uma vez eu fiz uma versão de uma música de uma série de desenhos muito lindos chamados "Contos Animados", e tinha uma música em que a princesa está aprisionada por um feiticeiro e esperava por um cavaleiro pra buscá-la, salvá-la. Numa determinada parte da música ela cantava [e a nossa dubladora começa a cantar!]: "O bem sempre vence o mal.... o amor é imortal..." Então eu acho que é isso. O amor tem que vencer. Sempre. Sempre o amor.
Eu vejo os dois juntos. Eu acho que o amor entre os dois é verdadeiro. O Fernando virou gente conhecendo a Lety. E a Lety se descobriu como mulher, com o Fernando. Então os dois tem que ficar juntos. E eu quero! [risos] Sabe que eu adoraria conhecer os dois? Adoraria conhecer a Angélica, eu sou muito fã dela, acho ela muito legal, muito boa atriz, muito boa comediante. Gostaria muito de conhecê-la. E ele também, pela simpatia, ele passa ser uma pessoa muito simpática. A Angélica é uma gracinha. E quando ela fazia a Nayeli em Amigas e Rivais, eu também me identifiquei muito. Porque ela era aquela menina toda humildezinha, sempre querendo agradar todo mundo, nutrindo aquela paixão platônica pelo Roberto, aquela coisa inatingível... lutando pelo sonho dela... Eu acho que é por isso que a Angélica é tão boa, porque ela incorpora muito bem os perfis que ela interpreta. E como Nayeli era quase uma pessoa submissa, ingênua... Agora fala sério, ela terminando com o Ernesto Laguardia... Ai, que delícia. O Ernesto é tudo de bom. Ele tem um sorriso muito gostoso, muito verdadeiro.

Ela é ótima. Ela fez muito teatro antes. Sabia que ela é ótima imitadora? Participava de um programa chamado "La Parodia".

Sim, ela até imitava algumas coisas em Amigas e Rivais. Eu sofria pra imitar junto com ela, porque ela estava imitando uma pessoa que ela conhecia lá no México, e eu pra fazer tudo aquilo que ela estava falando? Mas eu tentava ir na onda dela. Mas ela é muito legal, muito versátil, ela é muito gaiata. Ela nasceu pra fazer comédia, ela é muito boa.

Acho que vão convidar vocês pra encontrarem com eles quando vierem ao Brasil, já que convidaram os dubladores de Rebelde também...

Eu não sei, eu faço votos que sim, eu iria amar conhecê-los... Mas com Rebelde é diferente, eles deram muito mais destaque pra Rebelde do que pra Feia, enfim, essas coisas que a gente não entende. Eu achei que deixaram a Feia meio de lado, meio jogadinha... Fizeram aquele auê no lançamento e depois jogaram meio pra escanteio sabe, tipo, "ai, já perdeu a graça"...

Um absurdo, virou quase um tapa buraco do SBT.

É. Foi mais o menos o que virou. E depois todas aquelas mudanças de horário. Enfim. Eu não sei, era a "menina dos olhos" e de repente deixou de ser, não sei porque. Eu soube até que algumas pessoas mandaram e-mails, cartas, reclamaram.... Mas aí eu fiquei um tempão sem computador. E o pessoal disse que estava todo mundo querendo saber quem era a dubladora da Feia, e por isso eu resolvi criar uma comunidade no Orkut pra começar a conhecer algumas pessoas... E foi muito gratificante pra mim receber o carinho de tanta gente que admira o nosso trabalho, que gosta da novela... É muito gostoso, é maravilhoso isso. É um presente pra mim. Eu me considero realizada em vários aspectos. Primeiro por fazer parte desse trabalho, fazer parte de um elenco maravilhoso, de pessoas muito do bem, que eu admiro profundamente como profissionais, de ter as diretoras que a gente tem... Inclusive quando a Adriana saiu de férias a Gabriela Bicalho ficou no lugar dela e pegou o pique da novela, deu umas tiradas ótimas, inclusive da Lety aprendendo a dirigir, ela acrescentou muito à cena do restaurante... E vai dando vida ao trabalho... Agora a Adriana voltou e a Gabriela está com outra novela... Mundo das Feras, eu acho... Enfim, é muito bom a equipe.
Sabe que até estávamos pensando em fazer uma festa. O dublador do Luigi, o Duda Espinoza, queria que a gente se caracterizasse...

Vamos fazer um ClubEncontro, daí vocês poderiam ir, né? Imagina todos caracterizados. A gente morria!

Ai, que máximo! Ia ser muito bom. Vamos ver se a gente agiliza isso. Eu ia adorar. Vamos combinar.

Aline, um último pedido, você poderia deixar um recadinho para os fãs?

Ai, um recadinho para os fãs...? É tão difícil falar essas coisas e eu sou tão tímida...
Bom, aqui é a Aline Ghezzi, a dubladora da Lety, da Feia Mais Bela. Quero mandar um beijo enorme pra todos vocês que assistem a novela, que gostam do trabalho da gente, tanto dos dubladores quanto dos atores mexicanos. Agradecer muito pelo carinho e dizer que é muito bom... Eu to muito feliz e muito realizada por participar desse trabalho. Um beijo muito grande, muito carinhoso pra todos vocês, muito obrigada pelo carinho, em nome de todo o elenco da Feia Mais Bela. Tá? Um beijo no coração. E vamos torcer pro Fernando ficar com a Lety! [e a famosa risadinha da Lety]

VALEU ALINE!!!! PULINHOS!!!


Veja alguns trabalhos da Aline Ghezzi (Lety):

Ameenah Kaplan (Leticia Castillo) Cold Case
Amy Sloan (Howard Hughes´ Mother) (O Aviador)
Angélica Vale (Teresa) (Laços de Amor)
Bree Turner (Ellen Pearsons) (Cold Case)
Mariana Rios (Lupita) (A Madrasta)
Angélica Vale (Lety) (A feia mais bela)


Fonte: fanclublfmbbrasil









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